Escultor e Antigo Aluno do Instituto dos Pupilos do Exército

Natural de Safara – Moura, 06OUT1936, ingressou nos Pupilos do Exército em 1947, onde teve o número 268 e concluiu o Curso Geral de Indústria (1952) e de canivete em punho já esculpia os carros, aviões e barcos que protagonizavam as suas aventuras, para além de compor e editar um jornal de banda desenhada.

Frequenta o ISEL durante 5 anos e ingressa na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa em 1959. Entretanto casado, acumula as funções de estudante com a de docente do Ciclo Preparatório, que o leva para Angola entre 1964 e 1967. Regressado a Lisboa, concluiu a licenciatura em Escultura em 1972, iniciando de seguida a sua carreira de professor da ESBAL.

António Vidigal tem dedicado grande parte da sua vida ao ensino das Belas Artes, quer nas Caldas da Rainha onde fez parte do grupo de Artistas Caldenses e da comissão instaladora da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, quer em Lisboa na, agora, Faculdade de Belas Artes onde foi o primeiro Professor Catedrático de Escultura.

Esteve ligado à génese do Atelier-Museu João Fragoso, ao Simpósio e à Bienal Internacional das Caldas da Rainha.


Como escultor tem obras públicas em diversas localidades, nomeadamente: Campo Maior, Lagos, Portalegre, Sousel, Olhão, Belmonte, Caldas da Rainha, Luanda e Aljubarrota.


É ainda um medalhista de renome, sendo o autor da Medalha APE – 75 anos e medalhão frontal do mausoléu do Fundador do IPE General Xavier Correia Barreto, no Cemitério do Prazeres.

António Vidigal torna-se Académico efectivo em 26OUT2004, sendo assim o primeiro Pilão a ter o privilégio de integrar a Academia Nacional de Belas Artes, o que muito nos honra.


Mais alguns trabalhos de António Vidigal

Painel em baixo-relevo em Kungulo (madeira da floresta do Maiombe – Cabinda), de António Vidigal, na fachada principal do antigo Cinema Império – Luanda /Angola, actual CIne Atlântico.

Uma particularidade: O Cine Atlântico (antigo Cinema Império) é uma sala de espectáculos da cidade de Luanda, Angola. Foi projectado pelo arquitecto Eduardo Paulino (AA 19350349). Os cálculos de estabilidade são do engenheiro Henrique Jorge Pedreira da Silva, posteriormente revistos pelo Eng. Edgar Cardoso devido a complexidade da estrutura em particular da sua cobertura atirantada, a qual foi recordista Mundial durante vários anos. Teve também a colaboração de escultores como António Vidigal, Miranda e Zink.

“A Viagem” é uma escultura abstracta, em ferro, da autoria de António Vidigal, executada em 2003. Esta peça encontra-se localizada na Avenida D. João II, junto à Torre Fernão Magalhães, no Parque das Nações.